Guia de recarga · Brasil

Tipos de recarga: qual é a diferença?

A recarga do elétrico não é toda igual. Muda a potência, o tempo e o tipo de conector. Aqui você entende os níveis, a diferença entre AC e DC e qual tomada cada veículo usa no Brasil.

Antes de tudo: AC ou DC?

Toda a diferença começa por aqui. A bateria só guarda energia em DC — o que muda é onde acontece a conversão.

AC Alternada

É a energia que sai da tomada. O próprio veículo converte para DC pelo conversor de bordo, que tem limite de potência. Por isso a recarga em AC é mais lenta — ideal para casa e para a recarga durante a noite.

DC Contínua

A estação já converte a energia e envia DC direto para a bateria, sem passar pelo conversor de bordo. Por isso a recarga é muito mais veloz — é o padrão das estações rápidas em rodovias e postos.

Os três níveis de recarga

Os valores são referência para uma bateria de porte médio (cerca de 60 kWh); o tempo varia com o modelo e cai bastante em híbridos plug-in, que têm bateria menor.

Nível 1 · AC

Tomada comum

EnergiaAC
Potência1,4 – 3 kW
Carga cheia12 – 24 h
Ondetomada 220V

O cabo que costuma vir com o veículo, ligado numa tomada de três pinos (20A). Serve para emergência, híbrido plug-in ou recarga eventual à noite. Evite tomada de 127V.

Nível 2 · AC

Wallbox

EnergiaAC
Potência3,7 – 22 kW
Carga cheia4 – 8 h
Ondecasa e comércio

A estação dedicada instalada na parede. A de 7,4 kW é a mais comum no país e resolve o dia a dia de quem faz a recarga em casa. Precisa de instalação profissional.

Nível 3 · DC

Recarga rápida

EnergiaDC
Potência50 – 350+ kW
10% a 80%20 – 40 min
Ondeestações públicas

A estação rápida de rodovias, shoppings e postos. Nos modelos mais potentes, dá para chegar a 80% em menos de 25 minutos. É a opção de viagem.

Por que a carga não enche na mesma velocidade até o fim?

O sistema da bateria reduz a potência de entrada perto dos 80% para preservar a vida útil das células. Por isso as estações rápidas medem o tempo de 10% a 80% — o último trecho, até 100%, é sempre mais devagar.

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Os conectores (as tomadas do veículo)

O nível define a velocidade; o conector define o encaixe. No Brasil, o padrão se consolidou em torno do Tipo 2 e do CCS2.

Tipo 2 (Mennekes)

Padrão AC no Brasil

O conector de origem europeia adotado pela maioria das marcas e estações do país. Cobre a recarga em casa e nos pontos públicos em AC, com até 22 kW na versão trifásica.

Usa em: quase todo modelo novo vendido no Brasil.

CCS2

O padrão da recarga rápida

É o Tipo 2 com dois pinos extras embaixo, para a recarga rápida em DC. Um único conector cobre AC e DC, o que o tornou o padrão das estações rápidas — com potência de 50 kW a mais de 350 kW.

Usa em: BYD, Volvo, BMW, Renault, VW, Mercedes e a maioria dos elétricos modernos.

CHAdeMO

Padrão japonês (em queda)

Conector de recarga rápida em DC de origem japonesa. Foi comum no início, mas perdeu espaço para o CCS2 e hoje aparece em poucos modelos no país.

Usa em: alguns modelos, como o Nissan Leaf.

Tipo 1 (J1772)

Antigo · só AC

Padrão mais antigo de AC, comum na América do Norte e no Japão, com até 7,4 kW. Saiu dos modelos novos no Brasil, mas ainda aparece em veículos importados direto. Precisa de adaptador para estações Tipo 2.

Usa em: modelos antigos e alguns importados.

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